Mulheres podem ser a solução para falta de mão-de-obra qualificada na construção

Atualizado: 4 de jul. de 2019

Em março escrevemos uma notícia que descrevia a falta de mão de obra (qualificada) no setor da construção, devido à oferta de melhores condições de trabalho noutros países.


Paralelamente, tem-se vindo a observar uma mudança na mentalidade dos profissionais, com diversas profissões tendencialmente praticadas por homens, a ser-no por mulheres.


Estando a construção carente de profissionais qualificados, segundo Ricardo Pedrosa, presidente da AECOPS, os empresários têm de mudar a sua mentalidade e aceitar as mudanças sociais à sua volta, referindo-se à participação das mulheres no setor da construção.


Mulheres na construção (in DN)

Há cada vez mais mulheres a sair dos cursos do Cenfic, Centro de Formação em Construção Civil. Em 2017, saíram 419 mulheres, em 2018 já foram 540. A maioria com certificação nas áreas de chefia de obra, higiene e segurança no trabalho ou na fiscalização, mas também já começam a sair formandas em eletricistas, pintoras, condutoras de escavadoras e de tratores, especializadas em instalações técnicas de gás, etc.


Ricardo Pedrosa admite que em Portugal a construção tem vivido basicamente à custa da contratação de trabalhadores de países terceiros, mas, acredita, que tal pode mudar, e que a construção se torne um novo mercado de trabalho para as mulheres. Simplesmente, e para que tal aconteça, é preciso que o próprio setor comece a funcionar e a trabalhar de outra forma. "Muito mais com a incorporação de tecnologias digitais e muito menos com atividade manual. Talvez assim se consiga esbater as diferenças que ainda existem."


Ricardo Pedrosa assume que o setor da construção possa ser mais conservador do que outros, e que não evolui à mesma velocidade da própria sociedade, mas que é essencial e desejável que aceite a mudança. "Os empresários têm de mudar a sua mentalidade e aceitar as mudanças sociais à sua volta. Não há razão nenhuma para que a construção não evolua neste sentido. Aliás, é desejável que tal aconteça. Quer queiram quer não, os empresários vão ter de se adaptar a esta realidade", sublinhou.


A título de curiosidade, deixamos aqui o link para uma reportagem da RTP intitulada de Mulheres com "profissões de homens" que expõe o caso de duas mulheres que trocaram as suas atividades nas áreas têxtil e da educação por calceteira e alpinista de apoio à reabilitação de edifícios.


Reportagem RTP



Fontes:

Diário de Notícias

RTP

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